22 April 2017

tem uma mentira aí


1) a capoeira sempre foi um sonho. Sou baiana mas não tenho jinga. Parecia uma robocop na roda;
2) a natação é pura hipnose. Amo de paixão, principalmente boiar;
3) Odeio academia. Aquela coisa de 1, 2, 3... step by step nunca vai me representar;
4) as caminhadas me fazem feliz. Volto saltitante toda vez que crio coragem;
5) nunca fiz balé. Acho lindo, mas inacessível. Um luxo para poucos.
6) aprendi a dança da manivela no carnaval da Bahia.
7) eu já caí da bicicleta, sentei no chão e chorei, em plena luz do dia, na orla de Maceió.
8) nunca tive um par de patins. Isso doeu na infância.
9) já saltei de paraquedas no aeroporto de Vitória da Conquista.
10) na escola, morria de medo de jogar baleado e receber uma bolada. Era alvo fácil das meninas mais corajosas e perversas.

21 April 2017

a baleia azul já não é a mesma

Com a rotina engolindo, algumas vezes demoro para querer me envolver ou compreender algumas questões repetidamente postas nas mídias.
O caso da baleia azul, por exemplo, eu não conseguia sequer associá-lo a coisas ruins. Eu simplesmente não parava para ler nada a respeito. Quando via escrito "baleia azul" relacionava imediatamente com infância, filmes, beleza, mar, imensidão, natureza, vida.
Mas nada como mais um feriado num mesmo mês, para nos forçar a dar uma pausa nas questões do trabalho. Parece um "domingo" a mais, né? Então hoje aproveitei o dia de folga, e li algumas matérias, assisti vídeos, procurei entender o universo desta "baleia azul".
Que triste mundo é esse, com tanta gente sofrendo e sendo seduzida por jogos mortais??
Sobre esse jogo, cujo nome é realmente atrativo e estimula justamente as nossas melhores lembranças e conhecimentos prévios, infelizmente descobri que não é bem sobre vida e sobre beleza que ele trata. Embora seja jogo, também não é uma brincadeira e não é divertido. É sobre tudo o que é ruim: morbidez, violência, intimidação, isolamento, repressão, dor, silêncio, depressão, perda, tristeza, morte.
Pais e adultos que cuidam de crianças ou adolescentes que já fazem uso de dispositivos móveis como celular, ipads, tablets e notebooks... atentem-se. Passem mais tempo com seus filhos. Cuidem das suas relações. Dediquem atenção. Doem amor. Escutem mais e melhor. E claro, vigiem o sono, os interesses, as companhias, os (des)afetos. Observem tudo. Sejam próximos. Abracem mais. Levem a sério qualquer sinal de depressão. É doença. Não é frescura. Não é mimimi de "aborrecentes", expressão tão casual e que muitos de nós a usamos, sempre de modo generalizado e tão irresponsável, né? 

Fica aqui a minha indignação e profunda tristeza.
Embora eu não tenha filho, tenho sobrinhos para amar e cuidar, e como professora convivo com estudantes muito jovens. Sempre torço para que só coisa boa aconteça em suas vidas e que o melhor estará reservado para todos eles, no futuro

... mas, que futuro teremos do jeito que o mundo anda??? Não sabemos.

20 April 2017

9 verdades e 1 mentira sobre mim


1) meu apelido na escola era "formiga atômica", e em casa "Jucinha".
2) meu nome é indefinido quanto ao gênero. Já recebi telefonemas e mensagens me chamando de "PrezadO Professor", "Boa tarde, senhor"!! 😡
3) dos apelidos atuais, Ju é o codinome e Juba é o mais fofo.
4) ser rotulada como uma doce jujuba verde foi hilário;
5) já fui apelidada de "Dengo", por um leonino querido 😍
6) eu nunca disse, em clima de paquera, que o meu nome era Juliana.
7) já tive uma loja de acessórios e moda feminina, em Vitória da Conquista (é a Suíça baiana) e se chamava La Belle Ju 😄;
8) O orkut e o facebook me forçaram a aceitar meu nome;
9) adoro ser chamada de Professora Doutora Jusciney Carvalho Santana. 🎈
10) tive um namorado que me apelidou de "Juice". 😍

13 April 2017

historinha de uma tarde chuvosa


- você já viveu uma história de amor?
- já.
- foi um conto de fadas?
- foi sim, e lindo!
- teve príncipe?
- um lindo cavalheiro muito gentil.
- montava um cavalo branco?
- acho que ele nunca montou num cavalo, de nenhuma cor.
- então tinha um carro super cheio de cilindros?
- ele nem sabia dirigir.
- ele entendia e respeitava o seu jeito de ser?
- sim, mesmo falando língua diferente da minha.
- acabou como todo bom conto de fadas?
- não.
- por que acabou?
- acabou porque acabou.
- do que mais sente falta?
- do olhar dele sobre mim.
- como faz pra resolver isso?
- não faz.
- o que mudaria, se pudesse mudar?
- nada, não mudaria nada.
- então foi um final feliz?
- não.
- como foi o final?
- infeliz.
- quer dizer algo mais?
- eu sinto mais falta de "nós" do que dele.

FIM

9 April 2017

ainda vivem um luto

A história dos dois começou com doses de troca de olhares. Na correria do trabalho, chegou um momento em que ela precisava admitir que buscava encontrar aquele par de olhos que a fitava profunda e longamente, até mesmo quando estava mais distraída.
Foi um tempo de muitas demandas para ambos. De atropelos. De prazos. O ano estava frenético. Parecia que tudo era urgente. E o que se passava entre eles também se fazia urgente viverem à exaustão.

11 December 2016

Mensagem antecipada de natal (ou ainda acredito no poder das palavras)

Foi melhor fazer essa mensagem logo agora. Depois as mensagens natalinas ficam tão iguais.... depois ninguém vai notar, por exemplo, a diferença entre se desejar um Feliz Natal e um Natal Feliz.
Fato que esse mimimi da ocasião contamina toda a gente (como dizem os meus amigos portugueses). E o meu mimimi desse período, difere bastante dos demais períodos.

1 November 2016

sobre o dia do FICO

"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades".
"Verdade que uma escolha sempre implica numa renúncia".
"Não dá para fazer uma omelete sem quebrar uns ovos"".
"Uma renúncia nem sempre é prejudicial ou nos fará infelizes".
"O mais legal do fim de um ciclo é saber que vem outro, logo em seguida".

Parecem bem simples esses pensamentos. Mas carregam grandes significados e sentidos. Dependem do tempo para cada um de nós.
Para mim, significam muito.
Para mim, decididamente, viver na corda bamba, na dúvida, não deve ser coisa boa nem para librianXs. (risos)
Enfim, que os novos rumos e deliciosas novidades cheguem (com vontade) em meus dias.
A partir de hoje, viverei numa "Outra Maceió".
Aos meus sonhos, que não envelhecem jamais, sigo com o meu desejo de continuar sonhando em ser feliz.
E quero construir a minha felicidade aqui mesmo, nessa terra ESCOLHIDA, cheia de encantos e sofrimentos, dos quais me sinto responsável e por isso estou obstinada em querer contribuir para romper muros, desfazer nós e (quem sabe) construir outras pontes.